A ARPA foi fundada em 11 de julho de 1988, graças
à iniciativa do Bispo Diocesano de Rondonópolis
Dom Osório Stoffel, hoje resignatário. Dom Osório
foi seu primeiro presidente, e em um esforço conjunto
de Deputados Estaduais, professores, cientistas, médicos,
advogados e outros profissionais, foi fundada a organização
não governamental, caracterizada como pessoa jurídica,
de direito privado, apartidária, sem fins lucrativos,
hoje considerada por lei municipal, entidade de utilidade
pública.
A ARPA, nasceu, lastreada em outra entidade já estabelecida
em Rondonópolis: o Centro de Direitos Humanos. Criado
a partir de uma pastoral da Igreja Católica de Rondonópolis,
sob a iniciativa do Padre Günther Lendbradl. Este Centro
iniciou suas atividades no ano de 1985 e seus objetivos eram
a assessorar juridicamente pessoas e grupos carentes; acompanhar
aos presidiários, educar e dar formação
sobre direitos humanos junto às Comunidades Eclesiais
de Base, sindicatos, escolas e grupos de jovens.
Ao longo de sua história a ARPA vem exercendo um papel
de fiscalizador das atividades públicas e privadas,
através de denúncias, manifestações
e outras ações que despertem a responsabilidade
socioambiental na população e nas entidades
governamentais responsáveis pela aplicação
da legislação ambiental em toda sua amplitude.
Além disso, realiza campanhas de motivação
em educação ambiental nos diversos segmentos
da sociedade.
No decorrer de dez anos, a ARPA, foi testemunha e agente
ativo na mudança de hábitos, e na formulação
das leis ambientais. Seja catalisando os anseios da comunidade,
formulando políticas ou desenvolvendo atividades, muitas
vezes de inteira responsabilidade do poder público,
a ARPA tem prestado relevante serviço em prol do patrimônio
da humanidade. Sendo hoje reconhecida por seu poder de articulação
política, e por seus serviços prestados. Hoje
é parceira de órgãos governamentais como
a Marinha do Brasil, Governo do Estado de Mato Grosso, através
da Fundação Estadual do Meio Ambiente, Prefeituras,
Lins Clube, Rotary Clube e Lojas Maçônicas de
Rondonópolis.
Em 1994, quando a ARPA passou a trabalhar mais intensivamente
na fiscalização dos recursos hídricos,
e especificamente no combate à pesca predatória,
a entidade adotou rumos e ações de certa forma
inusitados e pode-se dizer quase que sem precedentes. Com
a arrecadação de fundos junto a particulares,
diversas empresas e a própria Prefeitura, a entidade
preenche um espaço vago na fiscalização
ambiental, fruto da ineficiência do Estado em suprir
tal demanda. Assim a imagem que ficou mais cristalizada foi
a de fiscalizadora dos rios da região sul do estado
pertencentes à mesma bacia do Pantanal.
Nos últimos anos, com a implantação
da Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEMA)
na região sul do estado, o foco de seus trabalhos vem
mudando. Atualmente os objetivos da entidade estão
centrados na Educação Ambiental, como processo
contínuo, e na recuperação de áreas
degradadas. Novo período histórico se impôs
e os tempos demandam ações e soluções
de entidade do terceiro setor que estão em sintonia
com os anseios das comunidades, na tentativa de reverter alguns
processos de degradação intensos, especialmente
em áreas urbanas.
Atualmente a ARPA tem representação em vários
conselhos municipais e também no Conselho Estadual
de Meio Ambiente (CONSEMA) como uma das organizações
ambientalistas representantes da Bacia do Alto Paraguai. Além
disso, participa como membro da comissão externa de
avaliação do Centro Ensino Superior de Rondonópolis
(CESUR) e como grupo focal do grupo GEO/ MMA de educação
ambiental para jovens no sul do Mato Grosso. Também
é um elo da Rede Matogrossense de Educação
Ambiental e nessa posição realizou o 1°
Encontro de Educadores Ambientais da região Sul de
Mato Grosso em 2004.